terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Oh tempo....



Eu sei que o ano já começou há pedaçote mas eu ainda não entrei no espírito da coisa. Normalmente consigo fazer um balanço e traçar objectivos ainda em Dezembro. Este ano não. Podia dizer que foi uma opção, que este ano me libertei dessa espécie de macumba motivadora para os primeiros 60 dos 300 e tal dias que temos pela frente, mas não. A verdade é que o único bocadinho que tive para pensar no assunto foi nos 45 minutos da aula de natação da pequena, a semana passada, e soube-me pela vida! A verdade é que me dá jeito ter um plano de intenções porque de facto me ajuda a sentir bem durante uns 10 meses. Nos dois últimos meses do ano fico só deprimida por não ter conseguido fazer um terço do que queria. Vai acontecer, vou aproveitar os bocadinhos de tempo de espera que vou ter numa qualquer delegação da função pública para desligar o cérebro do trabalho e poder pensar um bocadinho no que estou a fazer nos dias em que me sinto uma galinha sem cabeça. Quem sabe não descobri aqui uma cena nova: fazer planos para o ano, já com o ano em andamento?! Se calhar ainda se vem a descobrir que assim é que resulta e assim é que viramos gurus da New Wave!... Entretanto vou só negar o "engolimento" (esta palavra, claramente, não existe) de que estou a ser vítima e desejar por uma ida às finanças, ou pela renovação do cartão de cidadão, para poder arrumar a minha vidinha antes de acabar o ano!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Eu na versão "tenho 1000 anos"



Então é como é que vai a minha amiga AR? Vai benzinho! Tem dias que é uma cabra, que não me deixa dormir, que me faz chorar e querer bater em coisas e tem dias em que quase não dou por ela.
Continuo a confirmar a teoria de que aquilo que como vai ter um peso gigante nos meus dias e já sei que sofro para caramba quando dou facadinhas na alimentação. Durante o Natal a coisa foi trágica... cedi e comi três ou quatro Ferrero Rocher e outros tantos sonhos e quando dei por mim, ao fim de três noites a dormir às prestações por não me conseguir mexer porque doía, ao quarto dia, chorava que nem um bebé porque toda eu latejava em ondas de dor. Depois, bebi litradas de chá de gengibre (que é anti-inflamatório), entrei nos eixos e a vida voltou a ser bonita! O segredo continua a ser comer bem, descansar, ter a cabeça em dia e fazer exercício e tudo é possível!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

É agora... ou daqui a uns tempos, vá!

©mêhome

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Tenho 35 anos e, mais ou menos de repente, comecei a ficar cheia de cabelos brancos! Pior, os sacanas estão todos à superfície! Já não dá para esconder mudando o risco. Na última ida ao cabeleireiro estava ao espelho a tentar esconder três pelos alvos coladinhos uns aos outros quando a cabeleireira me pergunta: “então? É para assumir ou disfarçar?” Já tínhamos conversado sobre o assunto mas tenho estado sempre em negação: “não se nota assim tanto”, “são poucos”, “eu até sou mais ou menos alourada [aquele alourado a atirar para o preto] e até dá para confundir”... todo um mundo de desculpas esfarrapadas. Entretanto aceitei o facto. Tenho cabelos brancos. Vou ter de conviver com eles tal como estão durante mais uma temporada mas pondero seriamente fazer alguma coisa para atenuar a coisa. Pelos vistos há alternativas que não obrigam a manutenções muito frequentes. Vou estudar a situação para depois avançar com um plano. Ao fim de 35 anos o meu cabelo irá ser sujeito a tintas e afins! Estou a virar uma senhora.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

É "o" flagelo da década!


©mêhome

São 17h05...  dados recentes do INE revelam que nos últimos cinco minutos foram “lançados” (cuidado para não apanharem com um na testa) cerca de 18 blogues de celebridades que vão “partilhar o seu dia-a-dia com os leitores”, "truques" e "dicas". São todos super-inovadores porque juntam receitas, maquilhagem e exercício físico numa só plataforma. Felizmente há celebridades para nos orientarem no caminho da luz! News flash: se o dia-a-dia não fosse "partilhado" desconfio que ninguém ia querer pagar para saber!

Sou só eu, ou já não há pachorra para este fenómeno do género cogumelo: chove um bocadinho, e em qualquer bocadinho de terra, mais ou menos estéril, aparecem os fungos às dúzias! E todos têm direito a festa, "coquitel", "imprensa" mais ou menos séria e notícias de crash internético, tal é a afluência nos primeiros 43 minutos.

Agora vou só ali respirar fundo para ver se o olho me pára de tremer com os nervos!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Nem gosto de falar nisto para não agoirar... mas parece que é desta.





Encontrei um que parece que é à minha medida. Andamos naquela fase de namoro, a conhecermo-nos um ao outro, ainda a ver se estamos para lidar com aquilo a que não achamos tanta piada. A verdade é que já lá vão quase quatro meses e continuo segura da minha decisão. O melhor de tudo, é que o mê homê também acha piada à coisa e até se junta a nós e estamos os dois muito satisfeitos como nosso... ginásio!! Sim, eu, a pessoa que bateu o record de menor tempo de inscrição num ginásio (20 minutos) estou há três meses e tal contentinha da vida e vou lá, mais ou menos três vezes por semana... duas, vá. Sei que há dois factores fundamentais: a piscina e o Yôga (o meu Yôga mesmo à séria e não aqueles sucedâneos da coisa que normalmente aparecem nos ginásios). Estou até a ponderar fazer uma vaquinha para arranjar um PT! Sou outra senhores, sou outra!

sábado, 31 de dezembro de 2016

Adeus, oh vait'embora

©foto mêhome

Este devia ser o típico post de balanço do fim de ano... mas apetece-me muito pouco pensar no que passou. Estou essencialmente feliz porque este ano está a acabar e continuamos cá todos. Estou contente porque, os muitos desafios (e caramba que foram mesmo muitos) foram sendo superados, com mais ou menos choro pelo meio. Estou para lá de feliz porque, muito seguramente, 2017 vai ser um daqueles anos que não vou esquecer. O resto já passou.

2016... vai lá à tua vidinha, pela sombra e não leves mais ninguém pelo caminho.

2017, sê meiguinho que a malta ainda está toda amassada do comboio que nos passou por cima!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Shame on me!


©foto mêhome

Fui-me embora e não disse nada! Pior, não respondi a comentários, nem a mensagens preocupadas! Sou uma pessoa horrível mas a verdade é que o trabalho (fora e dentro de casa) levou a melhor! Agora parece que as coisas vão abrandar (chiça, penico, que mais uma semana no ritmo em que andava e acho que ia procurar casa nova naquele condomínio fechado da Conchada ou da Pederneira) e que vou poder voltar aqui à barraca sem ter problemas de consciência porque devia estar a preparar aulas, a corrigir frequências, a arrumar a casa, a preparar o jantar ou, aquilo que dá mesmo aperto no coração, a pensar que devia estar a brincar com a miúda que resolveu começar a crescer a um ritmo desenfreado logo agora que eu não tenho tempo!

Venham os dias mais calmos, venha o Novo Ano, venha tudo o que por aí vem! Agora que já descansei, já pode ser!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A ver passar navios...


A vontade que eu tenho de me agarrar a este blogue é muita! A sério que é! Tenho meia dúzia de posts em rascunho quase prontos a sair... mas faltam as fotografias, ou tempo, ou rever o texto, ou tempo para decidir quando os publicar! Neste semestre só consigo respirar a partir da tarde de sexta até ao fim da manhã de domingo e pelo meio há um mundo de coisas que quero fazer - dormir, passear, bezerrar, estar com o pessoal que vive cá em casa e que sinto que só vejo uma vez por semana - e outras coisas que tenho de fazer - refeições, limpezas e tratar da roupa. Sobra pouco para pôr a escrita em dia mas é com pena, a sério! Não me lembro de haver um período em que tivesse tanta vontade como agora. Resta-me ir enchendo a pasta de rascunhos com ideias mais ou menos palermas com esperança que um dia saltem cá para fora!

(Já agora aproveito que aqui vim para ir respondendo aos comentários que vocês os três, com muita gentileza, vão deixando por aqui.)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Ela é linda sem make up... Ai Agir, Agir... devias estar por minha casa às seis da manhã e deixavas logo de cantar essas coisas


Tenho que acordar todos os dias às 6h00 para às 7h00 estar fora de casa e às 8h00 a trabalhar. É um horário pouco amigo da beleza. Não há centímetro quadrado do meu corpo que se sinta bonito. Cansado, enrugado, mal-tratado, mal-dormido, sim. Bonito, nem por isso. Vai daí uma rapariga desenrasca-se com o que pode e vai de sacar a bolsinha das tintas para a cara. Mas depois há todo um processo de esvaecimento que se apodera de mim lentamente ao longo da semana...

- Segunda-feira, corre tudo bem! Há como que uma esperança renovada de que será esta, finalmente, a semana em que vou brilhar e parecer uma senhora. Ele é base, corrector de olheiras, sombra, eyeliner, rimel, blush e baton. Tudo em discreto para não parecer que vou para a night. Chego ao fim do dia a parecer um panda mas ainda assim feliz por achar que durante duas ou três horas apresentei o meu melhor ar.

- Terça-feira ainda estou na frente de combate... mas provavelmente o blush e o baton ficam guardados porque os cinco minutos que fiquei a mais na cama e não me deixam caprichar como seria desejável.

- Quarta-feira continuo na luta do fresco e fofo mas já a atirar para o uva-passa... aposto nos olhos: corrector de olheiras, sombra, risco e rimel. Do nariz para cima é um novo dia, do nariz para baixo estamos em serviços mínimos.

- Quinta-feira: "Quem sou eu?", "Como é que eu vim parar aqui", "Porque é que ainda é de noite"?, "Tenho mesmo de ir dar aulas?!"... Vamos lá... isto ainda mexe: sombra e rimel e siga.

- Sexta-feira... vão mas é todos para o raio que vos parta. Lavei a cara, não lavei? Então está óptimo!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

É desta!! Pelo menos até à próxima...


E eis que chego novamente aquele ponto em que me apetece dar uma de fight club e andar a trolitada com o meu alter-alter-ego, ou seja, comigo.
Com o início das aulas, já lá vai um mês, deixei de mexer o pandeiro. É verdade que sou uma mula preguiçosa mas, também é verdade, que começar as aulas às 8h00 e terminar às 23h30 dá cabo da energia de qualquer pessoa que tenha sangue em condições a correr nas veias, quanto mais de alguém que tem uma amostra desenxabida da boa seiva vermelha. Agora que voltei a dar no ferro (aquele que ajuda à produção da hemoglobina), volto a ter energia para me arriscar a mexer o esqueleto e até sinto vontade de o fazer, quanto mais não seja porque consigo ver a quenga da celulite a multiplicar-se nas minhas pernas... Juro que algumas vezes vejo as crateras a instalarem-se ao som de um "pop". Sou, portanto, uma espécie de alforreca que por aqui anda.
Ao fim-de-semana chego a pensar em calçar as sapatilhas mas depois fico quieta porque já sei o que custa recomeçar... Voltar ao início é sempre um pincel. Não ter horários estáveis é uma treta. Sou uma preguiçosa do pior. Isto tudo junto irrita-me. Já sei que vou recomeçar mais uma vez... só espero é que seja a última!.. deste ano, pelo menos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Quão mau é...



Quão mau é eu não corrigir algumas palavras que a Sardanisca diz porque acho uma delícia a forma como ela as diz?! Como não ficar derretida com:

- pépétor (protector solar);
- mánica (máquina);
- méquino (médico);
- mitigos (mirtilos);

Eventualmente lá corrijo e ela repete correctamente... mas fica tão lindinha quando está a falar que nem uma crescida mas depois diz estas palavras assim... Internem-me já!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Balanço trimensal ou mais ou menos isso


Foi em Maio, no auge do processo revolucionário em curso que o meu corpo instaurou, com direito a greve sem serviços mínimos garantidos, que me caiu a ficha: tinha que assumir as rédeas de tudo o que dizia respeito à minha saúde. Foi também nessa altura que percebi que para melhorar, na medida e com a qualidade que queria, que os comprimidos tinham que ser substituídos por outras coisas. Não sabia, e ainda não sei, bem o quê mas tinha que me libertar deles. Não me esqueço da noite em que, à mesa da minha irmã, com a caixa dos 12 comprimidos que tomava diariamente na mão, a fazer beicinho e com as lágrimas a cair, dizia que não conseguia abdicar de tudo o que me sabia bem comer. Ouvi um "então está bem, se não queres tentar tudo para ficares melhor, depois não te queixes e não chores porque te estás a sentir doente." Um doce esta minha irmã... Custou a ouvir. Não bastava tudo por que estava a passar ainda tinha de fazer mais sacrifícios?!?! Custou a encaixar mas no dia seguinte as coisas começaram a fazer sentido. Se mudando a alimentação era possível que viesse a melhorar a qualidade de vida, então vamos a isso! Mesmo que o objectivo original não fosse atingido, mal não fazia. Desde essa altura que tenho vindo a reduzir, se não mesmo a cortar de vez com uma série de coisas: lacticínios, alimentos processados, alimentos com listas de ingredientes que não conheço, não como de todo. Só no limite é que como alguma coisa que tenha açúcar*, café*, derivados da soja e alimentos com glúten são controlados e no máximo consumo um de cada por dia (um café, um iogurte de soja e um pão) mas há dias em que não como nada disso. Basicamente estou a tentar eliminar todos os alimentos com potencial inflamatório (o que quer que isso seja).

Hoje, mais de três meses depois desta decisão, já não sinto a falta de nada. Juntei a isto horas de sono obrigatórias (que tento cumprir com as limitações impostas pela cria de três anos), a meditação, o yoga e tento manter as corridas (se bem que o regresso às aulas me trocou as voltas e, por isso, tenho falhado nos meus planos). Quando faço o pleno - alimentação, relaxamento, descanso e exercício - sinto que posso conquistar o mundo e nem me lembro que tenho dores! No início, talvez porque me tenha custado muito deixar os meus iogurtes, o meu queijo, a minha manteiga, não percebia porque é que ao fim de um dia não via resultados, ou ao fim de uma semana... aquilo que sentia era que a provação era tão grande que os resultados teriam de ser imediatos. Ao fim deste tempo percebo que uma mudança no estilo de vida não funciona como um comprimido que se toma e que faz efeito passados 10 minutos. Ao fim deste tempo percebo que as mudanças são muito subtis mas estão lá. É um compromisso que se tem de assumir quase como se de uma fé se tratasse. Tem que se acreditar mesmo quando não há provas imediatas e quando aparecem outros desafios... e eles aparecem! Por exemplo, outro dos presentes da AR é a anemia o que, combinado com a perda do tónus muscular provocada pelo único comprimido que ainda tomava, fazem do exercício um desafio físico, mas mais do que isso, psicológico porque não atingimos os nossos resultados e não não nos vemos a progredir. Quando há umas semanas deixei de ter sintomas - dores... uma das tais mudanças - resolvi que ia começar a deixar de tomar o anti-malárico. Aos bocadinhos, e com uma espécie de autorização do reumatologista, lá deixei o comprimidinho amarelo (que sabe mal com'ó caraças). Não posso dizer que já não tenho dores. Ainda tenho, ainda acordo todos os dias com as mãos e os pés empenados mas ao fim de uma horita já me mexo sem que se perceba nada.

Quando páro para pensar no assunto, quando penso no como já estive, não posso deixar de me sentir animada! Quer-me parecer que é este o caminho. Sinto que estou já muito longe daquela mesa da cozinha da casa da minha irmã. Não há nada que não deixasse de comer hoje, não há exercício que não começasse a fazer hoje se me dissessem que era uma via possível para estar bem.
É isto que é crescer, não é?

* um dia destes explico como é que uma gulosa inveterada consumidora de café faz esta transição.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Sou uma daquelas mães...




A primeira aula de natação da Sardanisca aconteceu no sábado. Foram 40 ou 45 minutos de apneia... para mim! Ela estava a curtir eu é que me tive de me agarrar ao lugar para não saltar para dentro de água! A professora não podia ser mais criativa, atenta e meiga... mas ela é uma e eles são sete pingos de gente cheios de vontade de testar o ritmo cardíaco dos pais. Uma das pequenas, a meio da aula, resolveu largar a borda da piscina. À conta disso foram meia dúzia de pirolitos mas acho que aprendeu. A minha, quando estava a fazer "bolinhas" enganou-se e aspirou a água. Tossiu um bocadinho, eu fui lá dar um beijinho e continuou como se nada fosse - enquanto o meu coração restabelecia o ritmo normal - a "espreitar os peixinhos que estavam no fundo da piscina", a fazer o "macaquinho" (entrar e sair da piscina pela parede), fez a "estrelinha" (boiar apoiado) e enquanto isso, eu estava entre o babada e o pânico. Não percebo porquê!! Não tenho medo de água, muito pelo contrário, adoro nadar, ela adora água, não sou superprotectora mas estava com o coração a mil! Pior, quando dei por mim, em vez de estar nas bancadas já estava sentada a 2 metros da piscina. Fiquei feliz quando olhei para o lado e vi que um pai tinha ido mais longe do que eu na questão da paranóia: estava todo equipado - touca e óculos incluído - e pronto a entrar na água (a ideia era só assistir). Eu pelo menos, apesar de ter levado o fato de banho, o dito cujo não se via e por isso até passava por normal. Próximo sábado estamos de volta e eu já tenho o xanax debaixo da língua!
Já agora, a miúda só fez birra para sair da água! De resto parecia uma peixinha!