quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Aparentemente até as Santas têm de se lavar...





A mais velha está a passar por uma fase mesmo gira... fico a babar horas a olhar para ela! E tem umas tiradas do caneco!! Como é um bocado palhacita, as coisas ficam ainda com mais piada.

O outro dia, numa discussão com o meu homem (em que claramente era eu que tinha a razão... como se houvesse alternativa) disse-lhe com a garota ao pé “oh homem!!... valha-me a Santa!!!” A pequena que gosta de me imitar vira-se para o pai e diz “oh homem!! Lava-me a Santa”!! Obviamente que somos uma família muito asseada.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

"Sócial" mas pouco!


Sou pessoa pouco social e pouco dada aos chats e sinto que a dinâmica das relações virtuais me está a fugir do controlo!! Antes de mais: para quê três cenas que fazem a mesma coisa?! Porquê iMessage, o Messenger, e o WhatsApp? Fazem coisas diferentes? Não, pois não?! [Inicialmente tinha pensado que estilisticamente a pergunta podia ficar pela retórica, mas se alguém quiser responder é um favor que me faz...] É que já não sei por onde falar com as pessoas!! Quero dar uma de cool e usar a app mais fixe mas depois não sei se a app mais fixe é a mais recente... porque lá está, sou um bicho pouco social. Acabo sempre por escolher as velhinhas mensagens que me parece que não saem de moda.
Depois a questão dos emojis!! Já não bastava as teclas terem sido pensadas para crianças de 4 anos (ou para senhoras com nails generosas), anti-dedos gordos como os meus que acertam sempre em duas teclas ao mesmo tempo, que ainda têm que pôr os emojis à mistura! É que eles são muitos e muito e pequeninos. Primeiro que eu encontre o boneco que quero passa uma vida!! Levei muito tempo até aderir à coisa, mas aos poucos, entre os smiles (uh uh que modernaça!) e aqueles das mãozinhas a fazerem fixe, até consigo lá enfiar alguns! Mas quando quero dar uma de jovem está o caldo entornado! O outro dia queria um emoji chávena de café (não sei se existe), demorei tanto tempo à procura que a outra pessoa se despediu de mim. Posto isto, qual é o segredo? O pessoal estuda a carta dos emojis para decorar o que existe? Digam-me!! Eu não quero ser uma ursa em hibernação!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Sardanisca Goes to the museum 0.1


“Isto promete! Dois posts de preliminares?! Pelo aquecimento que para aqui isto vai ser “a“ bomba”. Se é isto que estão a pensar então é o momento certo para relembrar que sempre que visitarem este espaço virtual as expectativas devem estar bem lá em baixo!! Agora continuemos.

Sempre que vou com a mais velha a algum programa mais pedagógicó-cenas acho sempre que vai ser tipo filme: ela muito interessada, eu cheia de conhecimentos para lhe oferecer e saímos do museu capazes de filosofar sobre o sentido da vida com a Clara Ferreira Alves. Normalmente o reality check acontece mal passamos o torniquete e a garota sai disparada a correr. Vai daí, este post não é para quem tem filhos civilizados (onde é que há desses? Ainda tenho o talão. Será que posso trocar a minha?) mas para quem tem dos outros (índios-reguilas-rufias-pokémonaossaltos-mais-lindos-de-suas-mães!! Mudei de ideias... não quero trocar!).

Ao fim de muitas tentativas percebi que com a minha garota o que funciona é o seguinte:

Explicar
A minha mais velha tem 4 anos e meio o que quer dizer que tem que poder mexer-se e mexer para estar confortável, algo que é incompatível com a preservação do património Nacional. Vai daí, nada como ter uma conversa com ela antes de sair de casa a explicar o que se vai fazer. A minha filha gosta que lhe expliquem tudo e normalmente acaba por perceber o porquê de não poder entrar em modo furacão.

Aproximar
Usar referentes que já tenham também pode ser útil! Isto é, recorrer a conhecimentos que já tenham e aproximá-los da experiência da visita. Por exemplo, quando fui ao Castelo de Óbidos este Verão, expliquei-lhe que íamos visitar um castelo a sério, onde tinham vivido reis, rainhas e princesas a sério! Ficou em êxtase!! Ia andar pelos mesmos lugares em que princesas a sério andaram! Estava conquistada. Quando fomos ao Museu colecção Berardo pude aproveitar o facto de terem trabalhado a obra de Picasso para explicar o tipo de Museus que íamos visitar. E por aí fora… 

Não demorar: 
ora um minuto na vida de um adulto corresponde a 100 minutos na vida de uma criança. A sério. Contabilizem o número de vezes que uma criança se mexe num minuto… Vai daí, acharem que vão ver os três andares da fase chiaroscuro do museu de arte de Florença é capaz de ser um engano. Escolham as vossas batalhas! Quando fomos ao Museu dos Coches, escolhi só a sala do Coche dos Oceanos e fomos explorando a partir da aplicação e das legendas interactivas. O resto vê-se noutra visita.

Narrar
Be prepared! A sério! Estejam preparados. As perguntas vão ser aos milhões e quanto mais souberem mais eles vão estar tranquilos a ouvir. Procurar aplicações, informações e tudo mais que possa haver, estudar um bocadinho antes e ir lendo as legendas pode ajudar à tranquilidade da visita. Se soubermos responder temos ainda o bónus de eles acharem que somos uma espécie de deuses do conhecimento o que é pretty pretty good (como diria o grande Larry David)!

Estudar
Nem todos os museus estão preparados para crianças. Seja porque têm peças à mão de semear/destruir, seja porque as peças podem ser violentas. Ter uma ideia do que se pode encontrar pode fazer toda a diferença. No MAAT, que até tem um serviço educativo preparado para crianças, encontrámos esculturas de açúcar muito acessíveis e que se destroem com um espirro e fotografias que depois vão ser difíceis de explicar a mentes mais susceptíveis. Se calhar esperamos mais uns 16 anos até lá voltarmos com as miúdas.

Jogar
Os museus já não são os mausoléus que eram e há que aproveitar e celebrar isso mesmo! Fazer jogos de pistas, pedir-lhe para descobrirem uma determinada figura, peça, objecto… é meio caminho andado para estarem entretidos e aprenderem alguma coisa.

É capaz de haver outras questões a ter em conta… se me lembrar partilho. Se tiverem dicas para partilhar, digam! Agora ide aproveitar o fim-de-semana e todo o mundo cóltural que temos à nossa disposição.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Quando até as máquinas de previsão falham o alvo



O outro dia o algoritmo, esse gajo porreiro que nos conhece tão bem, sugeriu-me o livro “Gestão de Tempo para mulheres (muito) ocupadas“. Confesso, que estando a viver a 1000 à hora em todas as frentes, tive vontade de o ler mas rapidamente cheguei à conclusão que a autora falhou uma premissa importante: escreveu para mulheres que não têm tempo de ler. Deixo aqui uma sugestão: audio-livro! Just saying... Se depender da leitura de livros para a gestão do meu tempo, tenho a certeza que a minha vida vai continuar caótica em 2018!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Lisboa menina e moça. Convencida.


Esta cidade mata um “gajo”. Se calhar as outras também mas esta come-lhe a cabeça devagarinho enquanto o mata. Aos poucos vou percebendo o que gosto e o que me irrita em Lisboa e é a mesma coisa: o potencial para ser muito fixe. Por um lado é uma cidade lindíssima (anos de auto-terapia para chegar a dizer isto) que dá vontade de saborear e conhecer, mas por outro há milhões de pessoas entre nós e os espaços. Chegar aos lugares é um filme, estacionar é um filme, andar é um filme. Por outro lado, é uma cidade que até tem bastante a acontecer mas, toda a gente quer marcar o ponto o que leva a que não se veja ou se veja mal o que há para ver. Por fim, é uma cidade que não precisa das pessoas. Não as quer! Primeiras consultas com médicos? Mais difíceis de conseguir encontrar do que um namorado da Marta Leite Castro. Restaurante ao fim de semana? “Nós ao fim‑de‑semana só aceitamos clientes com marcação.” Ou “nós ao fds não aceitamos marcação”. Se metessem a marcação no rabinho... Casa?! Se até a Madona está a ter dificuldade que dizer dos comuns mortais! Estar numa relação com Lisboa é complicado. É como um namorar com o tipo giro do liceu, que afinal é engraçadito, mas também não é aquilo tudo que ele se acha ou que fazem dele. É um snob porque lhe encheram a cabeça e agora não há quem o ature e ainda por cima tem as miúdas todas a babarem em cima dele (as platónicas, como eu, com alguma distância de segurança para não se deixarem levar). Lisboa, é o tipo que volta e meia nos pisca o olho só para manter as opções em aberto. Vou fazer como fazia em mais nova: vou desabafar com o meu diário e dizer que Lisboa é um cócó e que não percebo como se pode gostar dela enquanto espero perceber se ela também gosta de mim!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Sou um clichê


Chegámos a mais um ano. Pela primeira vez em muito tempo já não estamos cá todos. E este é o primeiro resultado do balanço. A seguir vêm mais mil equações e as outras resoluções, todas do mais banal mas tão convictamente sentidas! Recomeçar o ginásio, ter mais paciência com as garotas, comer melhor, ter a depilação em dia, produzir mais, brincar mais com as miúdas, viajar mais... é tudo em mais. Sei que isto é tesão de mijo (pardon my french… uma resolução que não entrou na lista foi a de ser mais polida), que a meio do mês, ou se formos muito optimistas, lá para Março, já foi tudo para o caraças mas ainda assim gosto! Para já para já: temos a primeira corrida como mãe de duas crianças já este mês, um plano de ginásio (onde já não ponho os pés desde outubro), e muitos posts que foram sendo escritos e que agora vão ser libertados. Depois logo se vê. Uma manhã de cada vez! Bom ano e que 2018 nos seja meigo!

domingo, 31 de dezembro de 2017

‘Tou toda negra


Apanho sempre uma coça monumental até chegar ao fim de ano! TÁU! Acaba sempre tudo doente, rabugento, a rebentar de emoções… nem o menino Jesus torna a coisa mais fácil! Este ano somámos faringites, bronquiolites, gastroenterites, e outras ites que não são mais do que os corpos a pedir descanso e mimos! Começo sempre o novo ano a dizer “not again, not in my whatch!” Que vamos levar a vida com mais calma e com mais tempo para termos mais saúde! Mais qual quê!! O inverno quando vem, vem com tudo e só resta respirar fundo e acreditar que todo o tempo frio tem um Jon Snow (para mim) e com uma Khaleesi (para ele), qual cenoura a acenar à frente do burro (dos burros, neste caso), e que em Janeiro já estamos prontos para outra! No meu caso, a motivação é o começo. Adoro começos. Dias um, segundas-feiras, agendas em branco são a possibilidade de recomeçar e deixar para trás o que não interessa. Ora, dia um de um novo ano é um mar de possibilidades fantásticas… ou fantasiosas… não sei bem, não quero saber porque o que sei é que fico revigorada.
Out with the old. In with the new e vamos a isto! Bom fim de ano!


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Considerações caóticas sobre o caos


Consideração #1 - Saber que a ministra se demitiu não me alivia porra nenhuma. Não sei se vai cedo, se vai tarde. Acho que teve a infelicidade de ficar com um barril de pólvora que mais ano menos ano iria explodir e explodiu. E sim, acho que em 4 meses não se faz nada de jeito. É preciso tempo e parar de deixar de pensar com os pés, ou com os bolsos... 

Consideração #2 - Vomito um bocadinho sempre que oiço os abutres a pedir responsabilidades políticas?! Mas que merda é que é uma responsabilidade política?! O dizer “eu assumo a responsabilidade política” é algum tipo de lenga-lenga mágica que vai pôr tudo como estava? Vai devolver as vidas? As casas? Os animais? Os sustentos de famílias?! É que se basta dizer isso, então eu chego-me à frente e digo já: eu assumo a responsabilidade política! Já está tudo bem? Será que os meus tios já têm as alfaias, os animais, os currais, o descanso destas noites que não dormiram de volta? É que já não vão para novos e a última coisa que precisavam era mais esta aflição. Já para não falar nos outros que não são meus tios… 

Consideração #3 - Não sei se há validade para a responsabilidade política… é que se a memória não me falha, não há uma alminha, das que nos últimos 30 anos andaram a roçar o cú na Assembleia, que não tenha responsabilidade política!

Consideração #4 - Nos últimos dias arderam as duas metades do meu coração: o verde à volta da Nazaré e o verde à volta do Souto Bom. O verde destes lugares era bem diferente. Havia um verde do pai e um verde da mãe. Quão sortuda era/sou (que as memórias não se vão com o lume) eu, ãh?!… Agora é ser resiliente, deixar as merdas e “aproveitar esta oportunidade” (nota-se muito que estive a tomar nota durante estas últimas legislaturas?!) e fazer as coisas como devem ser feitas. Acho que esse é o mínimo de respeito que as pessoas que partiram no meio deste inferno merecem. O resto é ruído.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Ai filhos… poupem-me!

(Plandid gone wrong)


Já não tenho idade para estas coisas. Agora diz que as fotos que vemos no Instagram, daquele pessoal que faz vida dele, são "plandids". O que é que é que isso quer dizer? Que são fotografias planeadas (plan) para parecerem naturais (candid). Quanto a isso batatas. Acho que é fácil de perceber que são poucas as pessoas que atravessam a passadeira com um sorriso que mostra todo o marfim que têm na boca. Também não haverá muitas a sair de casa a ajeitar o casaco da hastaglojadaroupa, mostrando claramente o relógio da hastaglojadosrelógios e os sapatos da hashtaglojadossapatos, e haverá ainda menos pessoas sempre prontas a fotografar estes "acasos". Mas não é isso que me faz "espéce"! O que me pica os miolos é saber uma nova palavra que tem muito pouca serventia no sentido prático e metafísico da coisa. Já tínhamos de saber o que é o hygge, a serendipity e friendnemies, o que é uma selfie e todas as suas variações (belfies, buties, footies e mais o raio) agora ainda tenho de dar um nome à estética da foto?! O que aconteceu ao "agora tira'maí uma foto a olhar para o pôr do sol como se eu não estivesse a ver"? É que uma pessoa já não vai para nova e sabe lá se este novo saber não está a roubar o lugar a outras palavras importantes?! Ando há anos a matar-me para não esquecer do pouco francês que aprendi para agora ir tudo ao ar com esta língua nova que dura aí uns 10 minutos antes de toda a gente se esquecer! Para isso, prefiro ir aprender latim!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sardanisca goes to the museum #0








Fui só eu a bater palminhas quando percebi que agora os museus vão estar abertos e de borla* TODOS os domingos de manhã?!? Fui só eu a pensar "oba! agora que a miúda já não dorme a sesta (ooohhh...) já tenho plano para a entreter 1/4 do fim-de-semana (o resto tenho de me amanhar)"?! É com este excitex todo que informo o mundo que começa aqui um novo separador desta chafarica (que insiste em não morrer): Sardanisca goes to the museum (ou derivados de museu... depende do dia)! Como daqui a quatro anos temos que repetir estas voltas mais vale registar aqueles que valem a pena, os que são kids friendly, os que provocam traumas ao níbel do psicológico, os que dá para pôr a criançada na pausa por um bocadinho... Mas tudo em passo acelerado porque os garotos de 4 anos tendem a não gostar muito de andar devagar e a não terem tento nas mãozinhas. Assim, de uma forma geral (ou particular se for só a minha miúda), são pequenos bárbaros que podem destruir um bocadinho da história deste nosso país mas, ainda assim, vale a pena arriscar!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Batas brancas de negro


A luta dos enfermeiros está na ordem do dia e parece-me fazer todo o sentido.
Da mesma forma que não compreendo o que faz alguém querer ser bombeiro voluntário, não compreendo o que faz alguém querer ser enfermeiro. É preciso, de facto, haver algum tipo de chamamento, vocação, amor, paixão... algo que extravasa a lógica porque ninguém consegue vender de outra forma a ideia de que alguém irá trabalhar noites, tardes e dias, de forma aleatória, a tratar de gente mais ou menos perto da morte e do desespero sem ter direito a (um grande) reconhecimento social, profissional ou remuneratório.
No que me toca, faço por não chatear muito os enfermeiros com que me cruzo porque sei que, mais do que os médicos, é deles que o meu bem-estar depende! A minha experiência mais recente, com a enfermeira Rute que fez o meu parto (sozinha) dois dias antes da greve dos especialistas começar, veio reforçar ainda mais esta ideia! Nem nos meus sonhos eu teria sido tão bem acompanhada!
Depois disso, a garota pequenina tem avaliado o peso no Centro de Saúde também pelas enfermeiras. Tenho um mundo de defeitos a apontar ao centro de saúde e nem um às enfermeiras com quem nos temos cruzado (bem... talvez uma, aquela duvida que eu consiga amamentar, no ritmo que a miúda exige, por muito mais tempo... mas como é uma conversa que temos desde o início, pode ser que ela com o tempo vá mudando de ideias). Por isto tudo, resolvi mudar de Pediatra! O que é que o cú tem a ver com as calças? Passo a explicar. Já estava habituada ao jeito algo brusco que a senhora doutora tinha comigo, mas como com as miúdas estava tudo a correr bem deixei-me ficar. A gota de água aconteceu quando resolveu dizer que as enfermeiras eram burras e não sabiam o que andavam a fazer e isto porque, estavam a registar todos os pesos da miúda (de quinze em quinze dias no início e de mês a mês agora) no espaço existente para o efeito no boletim de saúde!?! Nesse instante, e somando a outras coisas, resolvi que alguém trata dessa forma um colega de área profissional, não terá grande capacidade para lidar com gente: miúda ou graúda. Bem sei que, no tempo da outra senhora, os médicos olhavam os enfermeiros de lado porque o percurso académico era bem mais curtinho, mas p'lo amor da santa, isso já coisa que ficou na pré-história dos cuidados médicos... e sinceramente, não sei se são mais anos de escola que fazem melhores enfermeiros, isto é, melhores pessoas para estar na frente de combate e gerir as emoções de quem está, em maior ou menor grau, frágil e sem saber o que lhe espera.
Enfermeiros desta vida: deste lado estamos convosco!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Tuyo


A miúda mais pequena cá de casa é viciada. A culpa será minha e do pai e da quantidade de episódios de Narcos que a obrigámos a "ver" ainda dentro da barriga. Seja como fôr, a sacaninha (mais querida, bochechuda e cheirosa deste mundo) só adormece ao som da música do genérico do Narcos e em modo "dancing cheek to cheek". Eu compreendo-a. Aconteceu-me várias vezes querer ferrar o galho ao som o Rodrigo Amarante e do seu "cha cha cha" hipnótico mas resisti pelo enredo (e mais até pelo Wagner Sousa e pelo Pedro Pascal... ainda não iniciei a terceira temporada para ter como desculpa o nosso Pêpê Rapazote).
Agora há uma questão que terei de resolver... A miúda não tarda vai para a creche (vivam os empregos precários a que nos temos de agarrar com unhas e dentes) e é normal dar às educadoras algumas dicas sobre as pequenas criaturas e já estou a imaginar a cara delas quando disser: "quando a birra for de sono é pôr a música do Narcos a tocar no telemóvel enquanto dança com ela, mas atenção, ela tem de a agarrar num dedo e a outra mão fica a apoiar o rabo/costas o suficientemente alto para poderem estar com as bochechas encostadas. É uma fácil de agradar esta bebé!"

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Baby wear: uma espécie de review











A minha mais velha nunca gostou de andar no carrinho e eu nunca gostei da ginástica que implica tirar rodas, pôr rodas, tirar ovo do automóvel, pôr ovo no automóvel e por isso desde que ela nasceu que quase sempre a transportei no sling. Os primeiros tempos não foram pacíficos, ela parecia não gostar de lá ser posta e eu, consequentemente ficava ansiosa. Com o passar do tempo todo o processo se tornou bem mais prático.

Quando a mais nova nasceu não tive grandes dúvidas que ia optar pela mesma modalidade e a verdade é que a garota parecia não se importar com o facto de andar metida dentro de um saco mas em casa a coisa mudava de figura. Sempre que precisava de usar as duas mãos para brincar com a Sardanisca-mor ou para arrumar a casa, a miúda desatava num berreiro que parecia que a estavam a capar e nada era solução: cama, berço, espreguiçadeira nada servia para dormir a não se o colo. A quantidade de coisas feitas era nenhuma e a quantidade de coisas por fazer era muita. No desespero de só fazer de vaca leiteira e de sofá pedi indicação a uma amiga que usava uma espécie de canguru em pano. Mal chegou a casa “vestio-o”, pus a garota lá dentro, que no mesmo instante começou a dormir e fui fazer a minha vida! Eu sei que parece uma coisa pequena mas emocionalmente foi uma espécie de comprimido de boa disposição. De modo que agora estou fã! Apesar de tudo acho que há vantagens e desvantagens nas duas modalidades:

Sling:
- mais prático para pôr mas menos confortável para mãe e cria;
- mais fácil de transportar;
- mais fácil de usar com bebés maiorzitos;
- mais "usável" por mais tempo (?);
- menos amigo de bebés pequenos;
- leva mais tempo a dominar sem ajuda;

Espécie de canguru feito em pano
- mais confortável para mãe e cria;
- mais prático para bebés mais pequenos;
- permite uma maior mobilidade da mãe;
- permite um maior controlo do conforto e estado do bebé;
- mais difícil de transportar;
- mais complexo de colocar (mas não é nada de outro mundo... duas tentativas e domina-se a besta)

Alguém tem alguma coisa a acrescentar?
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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Head, Shoulders, Knees and Toes


(eu com muito bom aspecto)

Numa destas noites tive uma epifania mas das palermas. Aquela canção dos miúdos – head, shoulders, knees and toes, knees and toes – foi na realidade escrita numa parceria entre médico de reumatologia e doente de AR* (ou algo parecido):

Médico – “Então diga-me lá como estão essas dores nas articulações? Quantas e quais articulações são?”
Doente – olhe são tantas que até pensei fazer uma música: Head, shoulders, knees and toes
(dá para ver o grau de taralhoquice, cansaço e algum desespero que p’raqui vai, certo?).

Pois, que parece que a minha amiga voltou em jeito e em força para me atazanar o juízo. O outro dia brindou-me com uma dor no ombro daquelas que fazem acordar às duas da manhã para já não voltar a dormir e não voltar a mexer o braço, o que, quando se tem um bebé com um mês e meio que mama de três em três horas é superespetacular! A par dessa há a do pulso direito, que já é uma velha amiga que nunca me abandonou, uma moínha no joelho direito e o pé esquerdo a parecer uma batata mas, como isto muda todos os dias quem sabe o que trará o dia de amanhã?! É uma animação! De manhã, ver-me a andar é todo um cenário dantesco, o que vale é que a coisa se compõe com o passar das horas. Usando a Daniela Mercury como mental coach, adoptei a máxima “Rio, rio rio, rio p’rá não chorar” a par com aquele pensamento tremendamente egocêntrico de que há que tenha coisas bem piores e se safe sem estrabuchar, por isso, não posso fazer muita fita. Mas apetece!

A parte boa é que dei conta que já expirou o prazo de vida da avestruz que habita em mim. Vai daí, depois de tirar a cabeça do buraco, resta-me tirar a areia dos olhos e marcar nova consulta para ver como estão os meus interiores. Entretanto é acreditar que isto está/vai passar.
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*Artrite reumatóide

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Alive and kicking


Tudo a andar sobre rodas por estes lados mas sobra pouco tempo e nenhuma energia para vir escrever (até agora e vou aproveitar para pôr as ideias em dia... mesmo que só com uma mão). Ainda assim, e como nota positiva, após a última contagem de cabeças, não perdi ninguém. Contudo, ainda não consegui que os dias corressem como o planeado... é que nem chego a conseguir cumprir o plano C... mas já percebi que as coisas correm tanto melhor quanto menor forem as expectativas!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Para memória futura


Antes uma nota importante. Este post não deve ser lido por futuras mães de 1.ª viagem ou aspirantes a mães de 1.ª viagem.



Seria de pensar que no segundo filho já não houvesse espaço para muitas novidades mas a realidade, pelo menos a nossa, é outra. Dou por mim a dizer certa de 85 vezes por dia “não me lembro das coisas terem sido assim com a mais velha” o que me leva às seguintes hipóteses:
a) Aquilo que dizem sobre as gravidezes é mesmo verdade: todas são diferentes;
b) Aquilo que dizem sobre as gravidezes é mesmo verdade: esquecemos as partes más;
(a sabedoria popular nunca falha)

Posto isto, não vá eu daqui a uns anos achar que é boa ideia ir ao terceiro, fica aqui o registo para memória futura:
1. Há poucas coisas tão boas quanto o cheiro do nosso bebé.
2. Melhor, melhor... só mesmo aqueles sorrisos desdentados involuntários... derretem qualquer um!
3. Conhecemos finalmente a perfeição personificada: o nosso bebé a dormir tranquilamente!

Ah ah ah!! Apanhei-vos! Vá, xô daqui a vocês que ainda não pariram! É tudo muito bom e muito bonito e não se vão questionar nem por um segundo sobre o que foram fazer à vossa vida. Palavra. Agora vão ver, pela milionésima vez, se o bebé que têm dentro da barriga é do tamanho de uma semente de chia ou de uma melancia, depois passem pelo site da Zara Home e não se esqueçam de aproveitar os saldos da Verbaudet.

Este é o terceiro e último aviso. Já foram embora?!... Depois não digam que não vos avisei!

4. Parecemos um passador. Todos os furos do nosso corpo vertem durante um mês e há, pelas várias divisões da casa, vários vestígios disso mesmo: discos de amamentação, copas para os mamilos respirarem, vários tipos de pensos higiénicos e lenços de papel aos molhos porque qualquer coisinha nos dá para chorar.

5. A nossa cria parece um passador. Ele é cocós e xixis por todo o lado. Fraldas, trocador, paredes, nós, bodies... tudo é atingido pelo anticiclone de caca da vossa cria;

6. A quantidade de lixo produzido para conter o líquido que de nós sai é incrível. Produzir fluídos corporais em doses industriais, implica contê-los em doses industriais, vai daí o lixo produzido é comparável à de uma pequena suinicultura;

7. A cama do bebé tem picos. Apesar de conseguirem adormecer a fazer o pino ou pendurados por um braço, mal sentem a cama fofinha e fresquinha acordam como se fossem entrar ao serviço como polícias sinaleiros.

8. Se achávamos que matemática do 12.º ano tinha sido difícil estávamos bem enganadas... experimentem saber às quantas andam no que toca à mama em função (é suposto ir alternando entre mamas quando estamos a amamentar) e a horas de mamar... dêm-me trigonometria e equações do terceiro grau! Cá sei seu se na última vez dei a mama direita ou esquerda e se dei de mamar às duas da tarde ou às três!

9. “A chama imensa” está dentro de nós. E não estou só a falar de adeptas do glorioso crentes que ainda vamos ao penta, não! Estou a falar de todas quantas têm, como eu, um pingo de gente esfaimado que põe as nossas mamas a fazer horas extraordinárias! Entre mamilos e mamas, tudo está quente e dorido. (Para quem não tem a sorte de ser benfiquista a banda sonora será o “these girls are on fire”.)

10. Há acampamentos de festivais mais organizados que a nossa casa. Acontece um fenómeno extraordinário: a casa arruma-se a muito custo e 1,35 minutos depois já está virada do avesso. Ele é fraldas de pano em cima das cadeiras, a cadeirinha de embalar em cima da mesa, a taça de cereais, que íamos começar a começar quando a criança começou a berrar, em cima do braço do sofá, o conjunto de chá de brincar da mais venha no chão... (não tenho mais meia hora para continuar).

11. Somos o mapa do grande mundo dos cócós. “Dê maminha que é muito bom. Os intestinos funcionarão muito melhor”. Quão melhor? “Lava-jacto” melhor! E o rescaldo aterra onde? Em cima de nós! Há salpicos vindos da cena do crime (leia-se trocador) em todos os cantinhos mais recônditos a casa e de nós.

12. A máquina de lavar roupa está quase tão cansada quanto nós. Entre a roupa que a garota suja e aquelas que sujamos (voltamos há história dos fluidos corporais) é raro o dia em que não pomos trezentos quilos de roupa a lavar;

13. O parto não é o mais difícil disto tudo!! Não é não senhora. O mais difícil e conseguir viver, com tudo o que isso implica: cansaço e sono acumulado! Por muito bem que a cria mais nova e mais velha durmam, implica sempre acordar duas vezes para dar de mamar e outras tantas para dar água e afastar os sonhos maus.

Portanto, vamos lá repetir o mantra: não te voltarás a esquecer de tudo isto! Por muito bem que o bebé cheire (e cheira tão bem) e por mais ternurento que seja o sorriso desdentado!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Eu, a dar uma bélha


Não gosto nada daquele paleio de "no meu tempo é que era" mas, 9 anos de "casa aberta" já me dá o direito de ter essa visão. A verdade é que tenho saudades do tempo em que procurava na net e nos blogs da malta que ainda não fazia (ou gostava de fazer) da coisa profissão, sugestões, dicas, indicações de alguma coisa e, nos resultados da pesquisa, encontrava opiniões que eram fruto de experiências pessoais... Agora o que encontro são sugestões que surgem de "parcerias" o que torna tudo muito mais imprevisível.
A questão é que daqui por uma semanita a Sardanisca maior entra de férias e o Homem começa a trabalhar. Isto quer dizer que vou estar três semanas sozinha com as duas. Depois de ter entrado e saído da assistolia comecei a elaborar um plano com o pouco que conheço de Lisboa, sendo que, a versão kids friendly da capital é-me completamente desconhecida e, como estava a dizer, é tramado encontrar opiniões isentas... vai daí tenho de fazer-me à vidinha e desenrascar-me. Para já, e porque não somos menos que ninguém, vamos iniciar as nossas próprias parcerias (unilaterais) com o Oceanário, Zoo, Quinta Pedagógica dos Olivais, Cinema, Jardins da Gulbenkian, Jardins do Marquês de Pombal, Pavilhão do Conhecimento... . Se sobreviver à experiência de ocupar o tempo de uma garota de 4 anos enquanto tento manter saudável uma bebé com 1 mês, conto como foi.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Eu e a minha realidade alterantiva



Exatamente um mês depois de ter parido olhei ao espelho e exclamei: CREDO!! Se é verdade que estou a 3-4 kg do peso com que engravidei também é verdade que esses miseráveis se instalaram na minha barriga em modo de banha e vá, 1-1,5kg em mamas... basicamente estou uma vaca em todas as dimensões. E sim, "hashtag somos todas Carolinas", mas convenhamos que, a maioria de nós, preferia ser a versão possível das Patrocínios... eu pelo menos preferia... e se fosse sem grande esforço, então, supimpa! A verdade é que, se me portei bem durante da gravidez em que devo ter aumentado uns 10kg, e que 7-8kg foram à vida nas primeiras três semanas, também é verdade que a adaptação à nova vida tem sido exigente: a garota que mama de hora-a-hora (literalmente... mesmo durante a noite), a mais velha que precisa de atenção, a casa que precisa de manutenção e algum trabalho-trabalho que há pelo meio disto tudo, acabo por descontar o cansaço em porcarias! Não tem havido dia sem geladinho, bolachinhas, chocolatinho e o raio que o parta. Cheguei a ter acessos de ataque à despensa em modo zombie e só passados uns minutos é que me apercebi o que tinha feito. Ainda por cima encontro a melhor desculpa possível para a minha prevaricação "estou a dar de mamar por isso tenho de me alimentar".

Isto tudo para dizer que já tenho luz verde para começar a fazer exercício e quero ver se começo. Não sei muito bem como é que o vou encaixar na minha "rotina" (mentira... por aqui ainda não há rotinas... aliás, há o caos, há a tentativa de sair de casa às 10h e só o conseguir fazer lá para as 15h) mas vou ter de o conseguir fazer. Até aqui a minha intensão era fazer caminhadas mas as noites têm sido tão exigentes que acordo (às três da manhã) pronta para voltar a dormir. O descanso também ajudaria a voltar ao normal mas isso não se prevê para o imediato por isso teremos de ter paciência.

Vamos então a isto o que significa muita foto de ginásio, sapatilhas, comidinhas boas e o desejo de não vacilar... para não parecer que abusei da cerveja ou que estou novamente grávida de 6 meses.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Porto em duas horas









Quem segue o instagram desta casa (oh p'ra mim a falar como uma digital influencer... aparentemente "digital influencer" é a próxima cena a estar na moda por isso mais vale começar já a armar-me ao pingarelho) sabe que fomos ao Porto. Eu, o Homem e a mai'nova rumámos a norte para eu botar faladura num congresso e aproveitámos duas horas para dar um giro no centro. Já não me lembro da última vez que visitei o centro da Invicta e também não me lembrava do quão bonita é! Basicamente demos duas voltas ao quarteirão, mas valeu muito a pena.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Vamos jogar ao jogo "quão frita estou eu da cabeça!"



Ah a maternidade! Aquele período das nossas vidas em que tudo é felicidade, há corações a flutuar no ar e nunca nos parece ser de mais dizer o quanto amamos os nossos filhos desde o momento em que lhes pusemos os olhinhos em cima!... Ou então não. Eu cá não tenho nada contra mas, no meu caso, durante o primeiro mês sinto que estou num filme do Kusturica: é o caos, a alegria, o drama e a comédia tudo acompanhado de um banda sonora que parece ser tocada pela filarmónica da terra mas em esteróides!!

Neste momento estou toda comidinha da cabeça! Começou com a falta de vocabulário: "Homem, vais-me buscar... [silêncio] ... [silêncio]... aquela fruta que se come e tem casca e que eu gosto...". Depois passei a perder-me cada vez que o trajecto de carro era ligeiramente diferente do habitual, assim do género de ir a Loures para chegar ao Parque das Nações. Mais frequente é, dar de mamar à uma da manhã, adormecer depois de entregar a garota ao pai e acordar à uma e um quarto, com qualquer barulhito que ela faça e, já a sacar da mama, perguntar "está na hora de mamar, não é?". O cúmulo aconteceu aqui há uns dias, quando estava a ir do sofá para a cama, devidamente guiada para bater nas paredes, a transportar um bebé imaginário junto ao peito, a quem primeiro quis dar de mamar e depois quis entregar ao pai para lhe mudar a fralda. Fiquei danada porque o progenitor da criança não queria segurar nela (na criança imaginária). Depois lá lhe perguntei "ela não está aqui, pois não?". O sacana ficou a rir mas de nervoso... acho que achou que eu tinha passado para o lado de lá e sem bilhete de regresso.

Posto isto vamos a votações: de 0 a 10 quão frita da cabeça estou?

(Para tranquilidade de todos, a pequena cresce que nem uma valente!)